sexta-feira, 13 de julho de 2012

Porque não...

Mesmo Assim...


A História Não Contada

Vou contar isso aqui, 
Pois sou medrosa,
Pois sou orgulhosa demais
Para dizer pessoalmente.
Mas se eu não falar
Penso que não poderei seguir
E estarei presa eternamente em você.
Estagnada em um dilema sem fim.
Por isso vou contar aqui,
O que aconteceu entre mim e você 
Alguns meses atrás...
Você tinha vindo falar comigo
E como amiga eu correspondi.
Ficamos assim por um tempo,
Num bate-papo aqui, 
Num bate-papo lá,
Ficamos íntimos.
Te contei mais do que devia.
Ouvi mais do que devia.
Você se apegou a mim.
Mas eu não queria admitir que o mesmo tivesse ocorrido comigo,
Porque sempre tive medo que logo você achasse alguém que te fizesse bem,
Porém com tanto tempo com conversas me deixei levar
E quando tinha decidido finalmente aceitar,
Que eu o amava e que poderia correspondê-lo...
E estava prestes a te dizer...
E recebo a notícia de você
Que estava com outra,
Estava feliz...
Você havia me enchido de ilusões,
Com coisas que eu jamais pensaria para o meu futuro
E as destroçou com uma simples frase
Você me estilhaçou,
Como uma boneca de porcelana jogada no chão.
Isso foi há alguns dias atrás...
E agora você joga na minha cara que eu sou a pessoas que mais te conhece
E que você é a pessoa que mais me conhece.
Hoje eu discordo de você,
Pois se você realmente tivesse a noção de quem sou eu de verdade.
Saberia que você ainda me causa dor ,
Ao ouvir seu nome, mesmo sendo em outra pessoa...
Ao ouvir sua voz,
Ao citarem a palavra: “namorado”,
Ao citarem a palavra: “amor”,
Ou qualquer outra coisa que relacione você.
Um sofrimento tão intenso,
Que é tão parte de mim
Quanto você é.
E que você não pôde perceber...
Ainda pensa que me conhece?
Esta é minha história,
A qual eu não tive coragem de te dizer.
E ainda hoje insisto
Em todas as possibilidades para conseguir te tirar da minha mente.
Sem sucesso...
Eu escrevo, procurando respostas.

 Torako Bianchi

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ontem

Ontem vivi uma felicidade íncrivel e ao mesmo tempo uma tristeza de abalar. Foi cruel o pouco tempo que ela durou, foi cruel o pouco tempo que pude desfrutar dela e foi cruel ainda mais ter tanta coisa com sentido á falar e não comentar nenhuma delas.
Sinto falta daquilo que perdi e que em tão pouco tempo percebi que já não mais faziam parte da minha vida. Foi arrasador a descoberta, mas será promissora assim que eu puder lidar com ela.
Ontem eu aprendi que o amor pode durar, mesmo que não seja forte o suficiente, mas só sendo forte ele pode quebrar barreiras.
Ontem foi o dia mais feliz da minha vida, até hoje, quando percebi que poderia ter sido melhor. Foi bom... Entretanto eu queria mais.
O tempo me fez aprender que ele mesmo pode criar barreiras transparentes e que ontem descobri que pude atravessá-las.
Mas, entre outras controvérsias, ontem eu recebi apenas o suficiente e não o bastante. Não há nada igual.
Há apenas o simples fato de que ontem não ocorrerá novamente.




Torako Bianchi